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SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE
PLANO DE TRABALHO
 
 
 
1. IDENTIFICAÇÃO
 
1.1Área: Língua Inglesa
1.2Professor PDE: Profa. Regina C. C. V. Fonseca
1.3Professora orientadora IES: Profa. Ms. Kilda Maria Prado Gimenez
 
2. TEMA DE ESTUDO DA INTERVENÇÃO
 
Produção de material didático para o ensino de língua inglesa com foco na expressão pessoal do aluno
 
3. TÍTULO
 
A aquisição de uma segunda língua como processo estruturante da identidade social
 
4. PROBLEMATIZAÇÃO DO TEMA
 
Que elementos lingüístico-teóricos efetivamente corroboram uma metodologia eficaz voltada para a expressão pessoal do aluno?
 
5. DEFINIÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO
 
Este Plano de Trabalho (PT) tem como objeto de estudo um Material Didático (MD) voltado para a expressão pessoal do aluno. Um MD estruturado em duas unidades, uma vez que as ímpares trazem o vocabulário de um texto posteriormente trabalhado além de atividades de tradução, de construção de respostas ou perguntas, de completar as lacunas, de escrever frases a partir de palavras indicadas e atividades de organizar as frases na língua alvo. As unidades pares trazem o texto em diferentes gêneros textuais (cartas, artigos, bilhetes, entre outros), acompanhados de interpretação textual e expressão pessoal e/ou ponto de vista do aluno a fim de mediar sua comunicação na Língua Inglesa no Ensino Fundamental da Rede Pública de Ensino. Um material que visa constatar a efetividade de elementos lingüístico-teóricos, como a expressão pessoal, na construção da identidade social do aluno no processo de aquisição de uma segunda língua (ASL). Um elemento determinante e norteador no processo de mediação da língua alvo (LA) e que pode ser observado a partir de procedimentos didáticos como, por exemplo, o controle de vocabulário e de estruturas gramaticais, o foco na expressão pessoal do aluno e a prática de “drills".
 
6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
 
A produção desse objeto de estudo parte da leitura de teóricos como Steven Krashen (1993) e suas teorias sobre o filtro afetivo e o calibre do input, através das quais o autor assevera que a aquisição da segunda língua só se efetiva quando o aluno entende a atividade (input) em sua estrutura lógica (o que pressupõe a compreensão dos signos), uma vez que o sucesso da comunicação entre interlocutores perfazer-se-á na compreensão do enunciado comunicado.
A priori às questões do input, Almeida Filho (1999) admite que a necessidade de saber o que se ensina e como se ensina na formação do professor de língua estrangeira traz a lume os contornos e essências de uma dada abordagem de ensinar no quadro de forças, isto é, a abordagem de aprender do aluno, a abordagem da escola ou de outro professor influente, a abordagem dos autores do material didático adotado, os filtros afetivos do próprio professor e dos alunos, em que a formação forçosamente ocorre. É preciso, portanto, desenvolver procedimentos de análise específicos que podemos denominar análise de abordagem. Entretanto, ainda segundo Almeida Filho, para analisarmos uma filosofia de ensinar uma nova língua será preciso pormenorizar ao máximo possível a configuração de traços indicadores das concepções de língua, linguagem, língua estrangeira, de ensinar e de aprender uma língua subjacentes às atividades desempenhadas pelo professor sob análise.
Desse modo, com o intuito de estudar a expressão pessoal como norteadora do processo de ASL, tomamos como paradigma a Teoria de mundo. Frank Smith (2003) enfatiza que o que possuímos em nossas cabeças é uma teoria sobre como é o mundo, uma teoria que é a base de todas as nossas percepções e compreensão do mundo, a raiz de todo o aprendizado, a fonte de esperanças e medos, motivos e expectativas, raciocínio e criatividade. E esta teoria é tudo que temos. Se podemos extrair sentido do mundo, isto ocorre devido à interpretação de nossas interações com o mundo, à luz de nossa teoria. A teoria é nosso escudo contra a perplexidade.
Contudo, tal perplexidade, naturalmente, resultará dos assuntos, tópicos, informações etc. que ultrapassam o âmbito de conhecimento do público alvo descaracterizando o processo de aquisição, ao sugerir a reflexão numa segunda língua ainda sem domínio. Por outro lado, a partir de Mikhail Bakhtin (2003) podemos contar com formas estruturantes na expressão de nossa comunicação social, ou seja, o uso de gêneros textuais no processo de aquisição.
 
7. DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO:
 
 A metodologia proposta compreende tanto as atividades relativas ao desenvolvimento do objeto de estudo, quanto àquelas que integram a estrutura do Programa.
 
7.1 Estudos Orientados
 
Momentos de formação/fundamentação através da leitura de documentos oficiais, tais como as Diretrizes Curriculares da Educação Básica – Língua Estrangeira Moderna, assim como a leitura e resenha de textos, artigos, teses, livros sugeridos pelos professores da IES nas áreas de análise e produção de material didático, teorias de ensino-aprendizagem, gêneros textuais, letramento crítico, leitura crítica e ludicidade, pertinentes aos cursos desenvolvidos durante o programa e ao objeto de estudo do plano de trabalho.
Bibliografia recomendada e/ou discutida durante os encontros do 1º período:
 
BOHN, Hilário I. A Formação do Professor de Línguas: A Construção de uma Identidade Profissional. In: Investigações: Lingüística Aplicada e Teoria Literária, Recife (UFPE), v.17, n. 2, p. 97-113, 2005.
 
BRONER, Maggie A.; TARONE, Elaine. E. Is It Fun? Language Play in a Fifth-Grade Spanish Immersion Classroom. Canadian Modern Language Review, v.58, n.4, jun. 2002. Disponível em: <http://www.utpjournals.com >. Acesso em: 14 maio 2007.
 
CELANI, Maria Antonieta Alba. Ensino de Línguas Estrangeiras:Ocupação ou Profissão. In: LEFFA, Vilson José (Org.). O professor de Línguas Estrangeiras: Construindo a Profissão. Pelotas: Educat. 2006. p.25-43.
COLLABORATIVE LEARNING SMALL GROUP LEARNING PAGE. Doing CL. Disponível em: <http://www.wcer.wisc.edu/archieve/cl1/CL/doingcl/DCL1.asp>.
Acesso em: 17 maio 2007.
 
COOK, Guy. Language play, language learning. ELT Journal, v.51, n.3, p. 224-231,July 1997.
 
CRISTOVÃO, Vera Lúcia Lopes. Gêneros ensinados em inglês como língua estrangeira: uma problemática de transposição. In: Conferência de Pesquisa Sócio-Cultural, n.3, 2002, Campinas.
 
CRISTÓVÃO, Vera Lúcia Lopes. Modelo didático de gênero como instrumento para formação de professores. In: MEURER, José Luiz; MOTTA-ROTH, Désirée (Orgs.). Gêneros textuais e práticas discursivas: Subsídios para o ensino da linguagem. Bauru: Edusc, 2002. p. 31-73.
 
DUMITRESCU, Valeriu. Authentic Materials: Selection and Implementation in Exercise Language Training. English Teaching Forum, v.38, n.2, 2000. Disponível em: <http://exchanges.state.gov./forum/vols/vol38/no2/p20.htm>.
Acesso em: 27 jun. 2007.
 
FIORI, Adriana. Modelos teóricos de leitura e sua contribuição para o ensino-aprendizagem. Signum: Estud. Ling., Londrina, n.6/1, p.137-166, dez. 2003.
 
GREDLER, Margaret E. The Role of Theory in Learning and Instruction. In:______. Learning And Instruction: Theory Into Practice. 4.ed. New Jersey: Merril Prentice Hall, 2001. p. 3-21.
 
HUBERMAN, Michael. Networks that alter teaching: conceptualizations, exchanges and experiments. Teachers and teaching: theory and practice, Oxford, v. 1, n. 2, p.193-211, 1995.
 
KACHUR, R., PRENDERGAST, C. A Closer at Authentic Interaction Profiles of Teacher-Student Talk in Two Classrooms. In: NYSTRAND, Martin et al. Opening Dialogue: undestanding the dynamics of language learning in the English classroom. New York: Teachers College Press, 1997. p. 75-88.
 
LEFFA, Vilson José. Perspectivas no estudo da leitura; Texto, leitor e interação social. In: LEFFA, Vilson José.; PEREIRA, Aracy, E. ( Orgs.) O ensino da leitura e produção textual: alternativas de renovação. Pelotas: Educat, 1999. p.13-37.
 
LOPES, Luiz Paulo da Moita. A Construção do Gênero e do Letramento na Escola: Como um tipo de Conhecimento Gera o Outro. Investigações: Lingüística e Teoria Literária, Recife (UFPE), v.17, n.2, p.47-68, 2005.
 
LOPES, L.P.M. A Nova Ordem Mundial, os Parâmetros Curriculares Nacionais e o Ensino de Inglês no Brasil: A Base Intelectural para uma Ação Política. In: BARBARA, L.; Ramos, R.C.G. (Orgs.). Reflexões e ações no ensino-aprendizagem de línguas. Campinas: Mercado de Letras, 2003.
 
LOPES, M. G. Jogos na educação: criar, fazer, jogar. São Paulo: Cortez Editora, 2005.
 
MAZA, Fernanda Thomaz. O Papel do professor de língua estrangeira: uma retrospectiva. In: CELANI, Maria Antonieta Alba. (Org.). Ensino de segunda língua: redescobrindo as origens. São Paulo: EDUC, 1997. p. 87-105.
 
MELLO, Suely Amaral. A Escola de Vygotsky. In:CARRARA, Kester (Org.). Introdução à Psicologia da Educação. São Paulo: Avercamp, 2004. p.135-155.
MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Abordagem tradicional. In:______. Ensino: as abordagens de processo. São Paulo: EPU, 1986. p.7-18.
 
______. Abordagem comportamentalista. In:______. Ensino: as abordagens de processo. São Paulo. EPU, 1986. p.19-36
 
______. Abordagem cognitivista. In:______. Ensino: as abordagens de processo. São Paulo. EPU, 1986. p. 59-83
 
NYSTRAND, Martin. Dialogic Instruction: When Recitation Becomes Conversation. In: NYSTRAND, Martin et al. Opening Dialogue: undestanding the dynamics of language learning in the English classroom. New York: Teachers College Press, 1997. p.1-29.
 
______. What's Teacher to Do? Dialogism in the Classroom. In: NYSTRAND, Martin et al. Opening Dialogue: undestanding the dynamics of language learning in the English classroom. New York: Teachers College Press, 1997. p. 89-108.
 
ORTENZI, Denise Ismênia B. Grassano; MATEUS, Elaine Fernandes; REIS, Simone. Alunas formandas do curso de Letras Anglo-Portuguesas: Escolhas, marcos e expectativas. In: GIMENEZ, Telma (Org.). Trajetórias na formação de professores de línguas. Londrina: Eduel. 2002. p.145-155.
 
PAIVA, Vera Lúcia M. de Oliveira. Linguagem, gênero e aprendizagem de língua inglesa. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS DE GÊNEROS TEXTUAIS, 2., 2005, Santa Maria.
 
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná: Língua Estrangeira Moderna. Curitiba, 2006.
 
RICHARDS, Jack. C.. Beyond Methods. In:______. The Language Teaching Matrix: Curriculum, Methodology and Materials. 3. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.
 
RICHARDSON, Virginia. Teacher Education and the Construction of Meaning. In: Teachers: ninety-eight yearbook of the National Society for the Study of Education. Chicago: The University Of Chicago Press, 1999. p.145-166.
 
SCOTT, Mike. Critical reading needn’t be left out. The Especialist, v. 9, ns. 1/2, p. 123-137. In: Celani, Maria Antonieta Alba et al. (Orgs.). ESP in Brazil: 25 years of evolution and reflection. Campinas: Mercado das Letras, 2005. p. 123-142.
 
SILVERS, Stephen Mark Gil. Materials design for the teaching English at the Junior High Level. Linguagem & Ensino, Pelotas, v.8, n.1, 2005. p.215-253.
 
SOUZA, Lynn Mario T. Menezes. O conflito de vozes na sala de aula. . In: CORACINI, Maria José. R. Faria. (Org.). O jogo discursivo na sala de aula: língua materna e língua estrangeira. Campinas: Pontes, 1995. p.21-26.
 
TEZANI, Thaís Cristina Rodrigues. O jogo e os processos de aprendizagem e desenvolvimento: aspectos cognitivos e afetivos. Disponível em: <http://www.profala.com/artpsico38.htm.> Acesso em: 04 maio 2007.
 
TOMLINSON, Brian; MASUHARA, Hitomi. A Elaboração de Materiais para Cursos de Idiomas. São Paulo: SBS Editora, 2005. v.12.
 
VOLPATO, Gildo. Jogo e Brinquedo: Reflexões a Partir da Teoria Crítica. Educação & Sociedade, Campinas, v.23, n.81, p. 217-226, set. 2002. Disponível em: <http://www.cedes.unicamp.br>. Acesso em: 04 maio. 2007.
 
 
7.2 Encontros De Orientação
 
 Os encontros de orientação, num total de quatro por período do programa, totalizando 64 horas, ocorrerão conforme datas previstas em cronograma fornecido pela IES.
No 1º período do programa a professora orientadora Kilda Maria Prado Gimenez e o grupo de orientandos refletiram sobre seus planos de trabalho, levantaram hipóteses, definiram metas, comentaram sobre as leituras realizadas. Foram eles:
 
·               20/04/07 – Apresentação do grupo de orientandos e da orientadora, assim como das expectativas de cada um quanto ao programa; leitura de alguns textos, que haviam sido entregues no dia 04/04/07 após o encerramento do encontro de área.
 
·               26/04/07 – Preenchimento de um questionário entregue pela orientadora e apresentação das idéias dos orientandos com relação ao tema que gostariam de desenvolver.
 
·               22/05/07 – Discussão sobre como seriam as ações com relação ao plano de trabalho, qual a melhor maneira de dar encaminhamento para ele e sugestões de novas leituras para a fundamentação teórica segundo o objeto de estudo de cada orientando.
 
·               13/06/07 - Leitura do que já havia sido produzido por cada professor em seu Plano e a rediscussão da problematização do tema, do objeto de estudo e da metodologia a ser adotada. Além disso, foram indicadas novas leituras para a fundamentação teórica. Neste encontro delimitou-se o enfoque do objeto de estudo, o seu referencial teórico, assim como os encaminhamentos metodológicos.
 
No 2º período do programa, em conjunto com os professores da rede acontecerá a produção de material didático, pertinente ao objeto de estudo, sob supervisão da orientadora nas datas a serem fornecidas pela IES.
No 3º período as orientações terão como pauta o trabalho de implementação da proposta na escola e o trabalho desenvolvido com os Grupos de Trabalho em Rede.
No 4º período as orientações subsidiarão a elaboração do trabalho final do professor PDE.
 
7.3 Orientação Aos Grupos de Trabalho Em Rede
Será realizado de forma virtual, através do sistema SACIR. É neste momento que o conhecimento será compartilhado entre o professor PDE e os professores da REDE, e estes poderão sugerir, discutir e incrementar a base teórica selecionada para o objeto de estudo da área do professor PDE, assim como participar da elaboração de material didático-pedagógico.
Um melhor encaminhamento será dado no 2º período do programa, após definições da SEED.
Carga horária prevista: a ser definida pela SEED.
7.4 Encontros Regionais
 
Sistematizado pelos representantes da SEED com o intuito de promover a concepção pedagógica do programa e sua política de formação, bem como apresentar a sua normatização através da Minuta da Resolução 1905/2007 que regulamenta o programa, dar orientações sobre o plano de trabalho e sobre o trabalho em rede através do sistema SACIR e sanar demais dúvidas acerca do programa.
 
7.5 Encontros De Áreas Específicas
 
Encontros com professores orientadores das IES e professores PDE, previstos para acontecerem no primeiro e segundo períodos do programa, como forma de socialização dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelos professores PDE, perfazendo um total de 32 horas.
               1º Período
·        04/04/07 – Conhecendo o Grupo:Apresentação do grupo através de atividades que permitiram a socialização do mesmo, além de esclarecimentos acerca das atividades a serem realizadas durante o programa e orientações para as leituras destinadas aos Cursos a serem desenvolvidos e aos encontros de orientações.
 
·        26/04/07 – Conhecendo os Projetos: Leitura e discussão de um artigo que apresentava o que se deve ensinar nas escolas atualmente de forma bem sucedida. Apresentação dos futuros projetos, compartilhamento de idéias, informações, dúvidas, relacionados aos temas dos Projetos a serem desenvolvidos.
 
·        22/05/07 – Compartilhando Experiências: Esclarecimentos das formas de desenvolvimento do Plano de Trabalho, compartilhamento de experiências e leituras, troca de idéias acerca dos projetos e produção de atividades referentes aos temas abordados.
 
·        27/06/07 – Planejando Ações: Atividades referentes à leitura crítica em aulas de Língua Inglesa, orientações e estratégias de leitura que poderão ser utilizadas na elaboração do Material Didático, além de reflexões e direcionamentos pertinentes aos trabalhos a serem desenvolvidos.
               2º Período
Estão previstos encontros para 25/07, 22/08, 19/09 e 17/10/07, com temas a serem definidos.
 
7.6 Seminários Específicos Do PDE
 
Previstos para acontecerem no 1º e 2º períodos do programa, estão organizados na forma de palestras e mesa redonda, totalizando 32 horas, cujos temas são de responsabilidade da SEED/Coordenação do PDE.
               1º Seminário
·        07/05/07 – 1ª Palestra
                     Tema: Conhecimento e Teorias Pedagógicas
                     Palestrante: Dr. Newton Duarte (UNESP – Araraquara)
                     Mesa Redonda: A Formação de Docentes e a Necessária Articulação com a Educação Básica.
                     Componentes da Mesa:
                     Dr. Newton Duarte (UNESP)
                     Dra. Maria L. Tursi Toledo (UEM)
                     Ms. Edmilson Lenardão (UEL)
                     Ms. Alayde M. P. Digiovani (SEED)
 
·        08/05/07 – 2ª Palestra
                     Tema: Educação e o Mundo do Trabalho
                     Palestrante: Dr. Giovanni Alves (UNESP – Marília)
                     Mesa Redonda: A Formação Continuada Frente aos Desafios do Mundo do Trabalho.
                     Componentes da Mesa:
                     Dr. Giovanni Alves (UNESP)
                     Dra. Elma J. G. de Carvalho (UEM)
                     Ms. Edmilson Lenardão (UEL)
                     Dra. Sandra Regina de O. Garcia (SEED)
 
Neste 1º Seminário Temático foram abordados as Teorias Pedagógicas que têm permeado nosso trabalho enquanto educadores e como essas práticas têm colaborado ou não no processo de ensino/ aprendizagem. Discutiu-se, também, a preocupação com a formação dos docentes, a preparação do educando para o mundo do trabalho, assim como a necessidade de uma reforma educacional. Tais reflexões nos conduzem a um plano de trabalho que procurará levar o aluno a refletir quanto ao conteúdo desenvolvido em sala de aula, empregando uma ferramenta que possa motivá-lo no processo de aprendizagem.                          
               2º Seminário
·        Previsto para agosto de 2007.
 
7.7 Cursos/IES
 
Cursos organizados e realizados nas IES, de responsabilidade dos professores orientadores, perfazendo um total de dois cursos de 64 horas cada no 1º período e outros dois com a mesma carga horária no 2º período do programa. De acordo com o cronograma de atividades do professor PDE estes cursos deverão perfazer um total de 256 horas e atender o planejamento curricular do programa.
 
               1º Período
·        1º Curso: O Lúdico e as Teorias de Ensino-aprendizagem de Língua Inglesa: (Re)criando o conhecimento numa perspectiva sócio-histórico-cultural.
               Ministrado pelas professoras orientadoras: Dra. Elaine Mateus e Dra. Denise Ortenzi.
               Carga horária: 64 horas.
 
·        2º Curso: Análise de material didático sob a perspectiva de letramento crítico e prática social.
                  Ministrado pela professora orientadora: Ms. Kilda Maria Prado Gimenez.
                 Carga horária: 40 horas.
 
Tais cursos tiveram importância relevante no que diz respeito à delimitação do objeto de estudo e desenvolvimento do plano de trabalho, pois foram debatidos a importância da leitura crítica e do letramento crítico na educação e a busca de estratégias diferenciadas, dentre elas a ludicidade, para implementação dessas abordagens nas escolas, além de apresentarem o embasamento teórico para o desenvolvimento da proposta de ensino. Isto se deu através de discussões sobre as teorias de ensino-aprendizagem e sua correlação específica com o ensino de língua inglesa. Também foi discutido o uso do lúdico nas práticas de ensino-aprendizagem desta língua e suas implicações na melhoria da aprendizagem. Desse modo, os trabalhos desenvolvidos durante os cursos, nos direcionam para uma prática que leve o aluno a ser agente, que pode e deve interagir para transformar o seu meio.
 
               2º Período
·        Estão previstos cursos com os possíveis temas abaixo, em datas a serem definidas:
                 Avaliação dos Processos de Ensino-aprendizagem.
                 Produção de Material Didático.
                 Leitura em Língua Inglesa.
                 Planejamento Curricular.
                 Classroom Discourse Analysis.
                 Creative Writing.
 
7.8 Atividades/ Disciplinas Optativas
 
A carga horária, totalizando 64 horas, deverá ser cumprida através da participação em disciplinas ou outros eventos realizados na IES, no 2º período do programa.
               Possíveis eventos:
               Congresso de formação de professores em pré e em serviço.
               Oficina de tradução e interpretação.
               Seminário de pesquisa da linha ensino/aprendizagem e formação do professor de língua estrangeira.
               SEPECH – Seminário de pesquisa e extensão do Centro de Ciências Humanas.
 
7.9 Atividades De Formação E Integração Em Rede – PDE
 
 O sistema SACIR, recurso tecnológico a ser disponibilizado aos participantes do programa, está em fase de construção, e para sua utilização, os professores PDE serão devidamente capacitados.   As atividades de capacitação correrão a partir de julho.
 
7.10 Elaboração De Material Didático
 
A elaboração desse material didático parte do pressuposto da necessidade de um planejamento metodológico, cuja temática Análise de insumos para o ensino de inglês nos permite reunir e observar elementos que evocam procedimentos didáticos concernentes à aquisição de uma segunda língua (ASL). Tal planejamento perfazer-se-á na determinação de temas cotidianos tais como At the breakfast, At the lunch time, Doing my homework, que levem à produção de atividades para a expressão pessoal do aluno.
Assim, pretende-se elaborar um Folhas a partir de um tema (a ser definido durante os encontros de orientação), utilizando textos diversos e atividades lúdicas educativas, por acreditar que o trabalho com os gêneros do discurso e com o lúdico contribuem para a formação de alunos críticos e transformadores, dado o caráter motivacional da ludicidade e do uso da linguagem como prática social e cultural através dos diferentes discursos.
A elaboração de material didático será o núcleo central das atividades do Programa no segundo período, com o devido acompanhamento do Professor orientador e a colaboração do Grupo de Trabalho em Rede, perfazendo um total de 64 horas.
 
7.11 Implementação Da Proposta De Intervenção Na Escola
 
Com o objetivo de propor atividades com foco na expressão pessoal do aluno como elemento potencializador da aprendizagem, dado seu caráter inerentemente motivador, pretende-se desenvolver unidades didáticas, nas quais o trabalho com diferentes gêneros discursivos, possibilitando a análise e a reflexão sobre os fenômenos lingüísticos e culturais, sejam permeadas por situações do cotidiano do aluno, atividades significativas, instigantes e desafiadoras.
Durante as orientações do Grupo de Trabalho em Rede, o levantamento de sugestões e o aprofundamento da base teórica selecionada para o objeto de estudo serão discutidos com outros professores da rede pública estadual, que poderão, inclusive, colaborar na elaboração e na implementação do material didático voltado para a expressão pessoal do aluno.
Tais atividades serão, então, aplicadas em uma turma de 5ª série e outra de 6ª série, do turno matutino, do Ensino Fundamental, da Escola Estadual Professor Silvio Tavares, podendo ser implementada, também, nas salas de aulas dos professores do Grupo de Trabalho em Rede, se esses assim o desejarem.
Os recursos são aqueles acessíveis aos alunos: acesso à Internet, papel sulfite, papel almaço, cartolina, cola, fita crepe, fotocópias, a lousa e giz, entre outros. Entretanto, a proposta é usar a criatividade e produzir material didático barato. Assim, espera-se, também, contar com a colaboração dos alunos, professores, enfim, da comunidade escolar na obtenção dos recursos que se fizerem necessário.
Uma outra proposta é criar um banco de materiais pedagógicos. Desse modo, as atividades produzidas ficariam disponíveis para serem reutilizadas numa outra situação pedagógica ou por outros professores.
 A implementação desta proposta torna-se viável por atender uma necessidade premente nas salas de aula de língua inglesa no Paraná, tendo as Diretrizes Curriculares do Estado como ponto de partida e por requerer recursos acessíveis à comunidade escolar em que será desenvolvida.
Esta implementação se dará no 3º período do programa e abrangerá 32 horas da carga horária, de acordo com o cronograma recebido.
 
7.12 Avaliação E Registro Dos Resultados Do Trabalho
 
No âmbito do programa, a avaliação deve ser vista como um processo contínuo das atividades desenvolvidas pelos professores participantes.
 Assim, a avaliação dos Seminários, dos Cursos, das Disciplinas ministradas e da orientação aos Grupos de Trabalho em Rede dar-se-á por meio da participação em eventos de discussão acerca de bibliografia lida, solicitada pela professora orientadora, da realização de tarefas, da produção de material didático, de prova de sistematização de conhecimento, de relatórios críticos e circunstanciados e de um *portfólio.
Com relação às atividades desenvolvidas no processo de intervenção da escola, a análise destas e do feedback dos alunos, que realizaram as propostas, e dos professores, que participaram colaborativamente do processo de produção e de implementação da intervenção, farão parte do portfólio.
*Assim, as anotações de impressões, observações e resultados do processo de implementação da proposta de intervenção na escola, além das atividades desenvolvidas, serão feitas como em um diário, que integrarão o portfólio, constituindo um elemento de referência para a produção de um artigo a ser apresentado como trabalho de final de curso.
Os critérios de avaliação partirão da coerência com o objeto de estudo, da clareza, da objetividade e da pontualidade.
 
 
 
 
 
 
 
 
8. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
1º Período: 12/03/2007 a 06/07/2007

Atividades
Datas
Local
CH
Aula Inaugural
12/03
Curitiba
08
Elaboração do plano de trabalho
 
casa
24
Curso 1
09, 10, 17, 18, 23, 24, 31/05 e 01/06
UEL
64
Curso 2
 21, 22, 28, 29 e 30/06
UEL
40
Seminário Geral 1
07 e 08/05
UEL
16
Encontros de área
04 e 26/04, 22/05 e 27/06
UEL
16
Encontros de orient. e acomp. do PT
18 e 26/04, 07 e 22/05, 13 e 27/06
UEL
24
Encontro Regional
19/04
UEL
08
Ativ. de form. e integr. em rede - AFIR
 
 
64
Grupo de trabalho em rede
 
escola
16
TOTAL
280

2º Período: 23/07/2007 a 18/12/2007

Atividades
Datas
Local
CH
Continuação curso 2
 
UEL
24
Curso 3
 
UEL
64
Curso 4
 
UEL
64
Seminário Geral 2
 
UEL
16
Encontros de área
25/07, 22/08, 19/09 e 17/10
UEL
16
Encontros de orientação
27/07, 22/08, 19/09 e 17/10
UEL
16
Ativ. de formação e integr. em rede - AFIR
 
 
64
Elaboração de material didático
26/07, 23/08, 20/09, 18/10
 
64
Grupo de trabalho em rede
 
escola
16
Disciplina optativa
 
 
64
TOTAL
408

3º Período: 04/02/2008 a 04/07/2008

Atividades
Datas
Local
CH
Encontros de orientação
 
UEL
16
Ativ. De formação e Integr. Em rede - AFIR
 
 
64
Grupo de trabalho em rede
 
escola
16
Implemt. Da prop, de intervenção na escola
 
escola
32
TOTAL
128

4º Período: 21/08/2008 a 04/07/2008

Atividades
Datas
Local
CH
Encontros de orientação
 
UEL
16
Ativ. de formação e Integr. em rede - AFIR
 
 
64
Grupo de trabalho em rede
 
escola
16
Elaboração do trabalho final do PDE
 
 
32
Apresent. do Seminário de Socialização
 
 
08
TOTAL
136

 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
ALMEIDA FILHO, J. C. P. de (Org.). O professor de língua estrangeira em formação. Campinas, SP: Pontes, 1999.
 
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
 
BOHN, H. I. A formação do Professor de Línguas – A Construção de uma Identidade Profissional. In: Investigações: Lingüística Aplicada e Teoria Literária, Recife (UFPE), v.17, n. 2, 2005.
 
CELANI, M. A. A. Ensino de línguas estrangeiras: Ocupação ou profissão. In: V.J.Leffa (Org). O professor de Línguas Estrangeiras: construindo a profissão. Pelotas: Educat. 2006.
 
LEFFA, V.J. Perspectivas no estudo da leitura; Texto, leitor e interação social. In: LEFFA, Vilson J.; PEREIRA, Aracy, E. (Orgs.) O ensino da leitura e produção textual; Alternativas de renovação. Pelotas: Educat, 1999.
 
SMITH, F. Compreendendo a leitura: uma análise psicolingüística da leitura e do aprender a ler. Porto Alegre: Artmed, 2003.
 
KRASHEN, S. The Input Hypothesis: Issues and Implications. Laredo Publishing Company 1993.
 
 
 
 
 
 

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